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25 de outubro de 1927 · 25 de outubro de 2027
Terceira Classe
25 de outubro de 1927 · costa da Bahia

O naufrágio do Principessa Mafalda

Diante dos Abrolhos, um transatlântico de dezenove anos, carregado de emigrantes, afundou em poucas horas. Levava 1.259 pessoas. Trezentas e catorze não chegaram.

O Principessa Mafalda às 18h15 de 25 de outubro de 1927, fotografado do convés do Alhena, já com botes na água.
18h15, visto do Alhena. Diário da Manhã, Recife, 30.11.1927.
A bordo
1.259
Mortos
314
O eixo se rompe
17h15
Onde
a nordeste dos Abrolhos
Ficha
Estaleiro
Riva Trigoso, Ligúria
Armador
Lloyd Italiano, depois NGI
Lançamento
1908
Arqueação bruta
9.210 toneladas
Linha
Gênova – Buenos Aires
Travessias
cerca de noventa
Um hotel em cima, um porão embaixo

Cinquenta e duas pessoas na primeira classe. Oitocentas e vinte e sete na terceira.

É a divisão da última viagem, pela lista de bordo que um jornal do Recife publicou dois dias depois do naufrágio. Em cima, salões, escadaria e cabines. Embaixo, dormitórios coletivos.

Há fotografias dos salões da primeira classe. Da terceira, quase não há: o andar de cima virou imagem; o de baixo virou depoimento, e só depois de afundar.

Multidão de emigrantes no convés de um transatlântico, entre dois grandes ventiladores.
Emigrantes no convés. Museu da Imigração do Estado de São Paulo / Arquivo Público do Estado de São Paulo.
11 a 25 de outubro de 1927

Um navio velho numa viagem que deu errado desde o começo.

Diagrama de jornal mostrando o túnel do eixo, a luva e a hélice lateral que se soltou.
A avaria que afundou o navio: o túnel do eixo, a luva e a hélice de bombordo que se soltou. O Malho, Rio de Janeiro, 5 de novembro de 1927.

O orgulho do Lloyd Italiano em 1908 era, em 1927, um navio de dezenove anos, ultrapassado pelos transatlânticos novos, fazendo a linha Gênova–Buenos Aires quase só com emigrantes.

Saiu de Gênova em 11 de outubro com atraso — uma passageira da terceira classe lembrava de vinte e sete horas, porque o navio já tinha chegado com problemas. Parou em Barcelona. A escala africana de costume era Dakar, mas havia cólera na cidade, e o navio foi para Mindelo, na ilha de São Vicente, em Cabo Verde.

De lá, segundo a pesquisa do historiador Stefan Ineichen e os jornais de 1927, o comandante Simone Gulì telegrafou a Gênova sobre o estado do navio. A resposta foi a ordem de seguir viagem. O Mafalda deixou São Vicente em 18 de outubro. Na véspera do naufrágio, os passageiros já sentiam o navio inclinado.

Terça-feira, 25 de outubro de 1927

Hora a hora

As horas deste naufrágio não batem entre as fontes. Em 1927 cada navio seguia o seu relógio, acertado pela longitude, e os telegramas chegavam à Europa com duas horas a mais. As horas abaixo são as das fontes indicadas; o fim do navio foi marcado entre 20h45 e 23h30.

  1. 15h50

    O cargueiro holandês Alhena cruza com o Principessa Mafalda e o ultrapassa. É o navio que, horas depois, vai recolher mais gente.

    Relatório do comandante do Alhena
  2. 17h15

    Diante da costa da Bahia, o eixo da hélice de bombordo se rompe e se solta. A água entra pela popa.

    Hora usada no livro; os telegramas dão 19h15, a mesma hora pelo fuso da Europa
  3. ≈ 17h30

    Primeiro pedido de socorro. O telegrafista do Mafalda responde ao Avelona que há um rombo na popa por onde entra enorme quantidade de água.

    Diário de bordo do Formosa; Avelona, via imprensa
  4. 18h15

    Do convés do Alhena, alguém fotografa o navio. Dois botes já estão na água.

    Diário da Manhã, 30.11.1927
  5. 18h19

    O sol se põe. O crepúsculo termina às 18h41. Daí em diante, tudo acontece no escuro.

    Cálculo astronômico para 17°45′ S, hora solar local
  6. 19h

    O próprio Mafalda avisa pelo rádio que a eletricidade não funciona mais a bordo. Passa a falar pelos postos de socorro.

    Radiotelegrama do Massilia, Diário da Manhã, 28.10.1927
  7. 20h

    O navio informa ao francês Formosa que ainda tem quinhentas pessoas a bordo e nenhum bote.

    Diário do comandante do Formosa, A Tribuna, 31.10.1927
  8. 20h45 – 23h30

    O Principessa Mafalda afunda de popa. Cada navio que assistia marcou uma hora diferente. O comandante Simone Gulì ficou a bordo.

    Formosa, Avelona, Alhena e sobreviventes
  9. Madrugada

    Os navios de socorro seguem recolhendo gente da água. Alguns sobreviventes passam oito horas boiando antes de serem achados.

    Depoimentos de sobreviventes
O navio às 18h15, com dois botes já na água.
18h15. Dois botes na água, um terceiro chegando à superfície.
O navio às 18h30, inclinado e começando a afundar de popa.
18h30. O navio inclinado, afundando de popa. Três botes remam para o Alhena, de onde a foto foi tirada.

Fotografias tiradas do convés do Alhena e publicadas pelo Diário da Manhã, Recife, em 30 de novembro de 1927, como “inéditas para o público brasileiro”. Hemeroteca Digital Brasileira.

17° S · 38° W

Onde o navio afundou

Não existe uma posição única. O pedido de socorro saiu com uma coordenada, o diário do navio francês que ouviu o pedido registrou outra, a imprensa publicou uma terceira, e os destroços foram avistados dias depois mais ao sul, perto dos Abrolhos — o comandante tentou rumar para a terra. O mapa mostra todas, com a fonte de cada uma.

Posições do pedido de socorro Destroços avistadosMapa de base: Esri
  1. 16°48′ S · 37°41′ W — Posição do pedido de socorro, como os telegramas a publicaram. Diário da Manhã, Recife, 27.10.1927
  2. 16°59′ S · 37°51′ W — Posição do pedido de socorro no diário de bordo do navio francês Formosa. A Tribuna, Santos, 31.10.1927
  3. 17°35′ S · 37°49′ W — A posição do Formosa, na versão d’O Malho. O Malho, Rio de Janeiro, 5.11.1927
  4. 17°45′ S · 38°11′ W — Onde o navio Saint Anthony avistou os destroços, cerca de 60 km a nordeste dos Abrolhos. Diário da Manhã, Recife, 12.11.1927
O pior da noite

O bote, que devia salvar, foi para muita gente o caminho até a água.

O navio adernado, com botes na água, fotografado do convés do Alhena.
Às 18h15, visto do Alhena: os primeiros botes já na água, junto ao costado. A mesma foto do Diário da Manhã, Recife, 30.11.1927, numa cópia mais limpa.

Quando se lêem juntos os depoimentos dos sobreviventes, aparece um padrão: de doze botes do Mafalda identificáveis nos relatos, um só chegou em condições.

Os outros viraram por excesso de gente, foram arriados de lado, tiveram as cordas partidas ou foram abandonados. Uma sobrevivente contou que o bote dela caiu quando estava a trinta centímetros da água. As jangadas mais próximas da segunda classe, na popa, estavam travadas por ventiladores pesados que ninguém conseguiu arredar.

Houve pânico e houve violência. Georges Grenade, passageiro da primeira classe, escreveu à mulher no dia seguinte que a mão de um homem ficou presa entre a roldana e o cabo de um bote, e que um tripulante cortou o punho dele a faca para soltar o cabo. A mesma carta registra que setecentos emigrantes se lançaram sobre os botes.

E houve quem voltasse. Um terceiro maquinista que se salvou voltou para buscar mais dois. A regra de mulheres e crianças primeiro existiu — uma menina da terceira classe lembrava do comandante gritando le donne e i bambini —, mas não governou a noite. Governou alguns botes, em alguns minutos.

A noite na água

Os navios que pararam

O pedido de socorro foi ouvido por pelo menos dez navios. Os que chegaram a tempo passaram a noite recolhendo gente. O Alhena ancorou a doze metros do Mafalda e esticou uma corda da popa à proa; três sobreviventes contam, cada um por si, que se salvaram agarrados a ela. As crianças subiam para o convés do cargueiro dentro de sacos, puxados por marinheiros pelas escadas de corda.

Os tempos na água que os sobreviventes contaram vão de uma hora e meia a oito horas. Houve quem passasse a noite numa tábua, com outras pessoas, e amanhecesse com menos gente em volta. Vários depoimentos falam de tubarões.

Seis pessoas morreram depois de resgatadas, quatro a bordo do Mosella e duas no Rosetti. Foram sepultadas no mar. No Mosella, o enterro foi às nove da manhã do dia 26.

Quem recolheu quem, pela conta d’O Malho (5.11.1927)
NavioRecolhidosDesembarcou em
Alhena holandês530Rio de Janeiro, Ilha das Flores
Formosa francês380Rio de Janeiro
Mosella francês32Salvador
Rosetti27Recife
Total969+ 312 mortos = 1.281

É a única conta de 1927 que fecha. Mesmo assim, deixa de fora o Empire Star, que também recolheu sobreviventes.

Outubro de 1927 a março de 1928

A culpa mudou de alvo, e desceu sempre.

Os sobreviventes italianos receberam ordem de não criticar o navio nem dizer nada que prejudicasse a imagem da Itália. O naufrágio aconteceu na semana dos cinco anos da Marcha sobre Roma. No Rio, o embaixador italiano barrou a imprensa na escada do Alhena; em São Paulo, os repórteres encontraram obstáculos na Hospedaria.

Dizia-se que o comandante Gulì morreu gritando Viva l’Italia. Nenhum sobrevivente testemunhou a frase: ela foi atribuída pela imprensa. De um bote do navio francês, alguém o viu de quepe na mão, dando três apitos.

O inquérito italiano, concluído em 31 de janeiro de 1928, disse que as baleeiras estavam em ótimas condições, pôs a culpa no chefe de máquinas e em passageiros que não sabiam usar o salva-vidas, e chamou os cozinheiros e serviçais de obstáculo ao salvamento. E declarou não poder emitir opinião sobre a responsabilidade dos armadores.

  1. 1
    uma mina da Grande Guerrasegundo a companhia, em Buenos Aires
  2. 2
    a terceira classe, que teria subido à primeirasegundo um jornal do Recife
  3. 3
    "o elemento syrio"segundo um italiano ouvido pela imprensa
  4. 4
    os passageirossegundo o embaixador da Itália no Rio
  5. 5
    a tripulaçãosegundo o jornal La Prensa, de Buenos Aires
  6. 6
    "trezentos passageiros marroquinos"segundo náufragos ouvidos em Roma
  7. 7
    ninguémsegundo o inquérito oficial, em 1928
As contas que não fecham

Quantos eram, quantos morreram

Não existe uma lista oficial dos mortos. A lista de embarque de Gênova não foi encontrada. Cada contagem de 1927 e de hoje dá um número diferente, e a diferença é parte da história: os números que saíam da Itália começaram baixos e subiram, os de fora começaram altos e desceram, e os dois se encontraram no meio sem que ninguém tivesse contado um corpo.

FonteA bordoMortos
Placa do Galata Museo del Mare, Gênova (2012)1.259 a bordo314 mortos
Levantamento de Campodonico (2014), via Ineichen1.255 a bordo324 mortos
O Malho, Rio de Janeiro, 5.11.19271.281 a bordo312 mortos
Diário da Manhã, Recife, 27.10.19271.208 a bordo"apenas 68" desaparecidos
Corriere della Sera, 28.10.1927—34 mortos
Comandante do Mosella, na chegada—cerca de 600 mortos

Por classe

Pela conta que o historiador Stefan Ineichen reproduz, morreram onze em cada cem tripulantes, vinte e oito em cada cem passageiros da terceira classe, quarenta e oito da primeira e sessenta e um da segunda. Outras duas contagens dão para a primeira perto de cinquenta e cinco por cento, e para a segunda perto de trinta e nove.

Em todas, a terceira classe foi a que menos morreu entre os passageiros — o contrário do Titanic. Não por virtude de ninguém: a água entrou pela popa, onde ficava a segunda classe, e a noite foi decidida na água, não nos botes.

Para onde iam

Pela lista de bordo publicada em Recife dois dias depois, dos passageiros da terceira classe nove desciam no Rio, cinquenta e nove em Santos e setecentos e cinquenta e nove seguiam para Buenos Aires. A maioria era italiana; a embaixada contou também cento e dezoito sírios, cinquenta espanhóis e trinta e oito iugoslavos.

5 de janeiro de 1929
“Quem se aventurasse hoje a falar no naufragio do Principessa Mafalda (…) É um assumpto que naufragou para sempre.”

Diario Nacional, São Paulo, catorze meses depois

Em 2012, no 85º aniversário, uma placa no Galata Museo del Mare, em Gênova, lembrou os mortos e escreveu o que a Itália calou por décadas: que o desastre ficou muito tempo escondido pelas responsabilidades do regime fascista e da companhia de navegação.

Perguntas frequentes

O naufrágio em poucas palavras

Quando e onde afundou o Principessa Mafalda?

Na noite de 25 de outubro de 1927, uma terça-feira, no Oceano Atlântico diante da costa da Bahia, a nordeste do arquipélago de Abrolhos. O navio fazia a linha Gênova–Buenos Aires, com escalas previstas no Rio de Janeiro e em Santos.

Quantas pessoas morreram no naufrágio do Principessa Mafalda?

O número declarado pela companhia, e gravado na placa do Galata Museo del Mare, em Gênova, é 314. Outras contagens dão entre 312 e 324. Nos primeiros dias, os jornais falaram de 34 a cerca de 600 mortos. Não existe lista oficial das vítimas; a lista que circula entre descendentes tem 311 nomes.

Quantas pessoas estavam a bordo?

1.259, segundo a placa de Gênova: 971 passageiros e 288 tripulantes. Outra contagem dá 1.255. A maioria viajava na terceira classe, como emigrante.

Por que o Principessa Mafalda afundou?

Por volta das 17h15 de 25 de outubro, o eixo da hélice de bombordo se rompeu e se soltou, abrindo a popa à água. O navio tinha dezenove anos e vinha de uma série de avarias na mesma viagem. O inquérito italiano de 1928 atribuiu a culpa ao chefe de máquinas e não opinou sobre a responsabilidade da companhia.

Que navios salvaram os sobreviventes?

Principalmente o cargueiro holandês Alhena, que recolheu cerca de 530 pessoas e as desembarcou no Rio de Janeiro, e o francês Formosa, com cerca de 380. O francês Mosella, o Rosetti e o Empire Star também recolheram sobreviventes.

Para onde iam os passageiros?

A maioria para Buenos Aires. Pela lista de bordo publicada em Recife dois dias depois, da terceira classe nove desciam no Rio de Janeiro, cinquenta e nove em Santos e setecentos e cinquenta e nove seguiam para a Argentina. Havia italianos, sírios, espanhóis, iugoslavos e outros.

O que aconteceu com o comandante?

O comandante Simone Gulì ficou a bordo e morreu no naufrágio. A frase Viva l’Italia, que a imprensa lhe atribuiu, não foi testemunhada por nenhum sobrevivente.

Onde encontrar os nomes das vítimas?

Nesta página, na seção Em memória, com busca por nome. A lista é uma compilação que circula entre descendentes, sem origem oficial conhecida, e reproduz as grafias como foram copiadas.

Em memória

Os que não chegaram

Esta lista tem 310 nomes. Circula há décadas entre descendentes, em compilações que se repetem umas às outras, e nenhuma diz de onde saiu: não é documento de arquivo nem lista oficial. É o que sobrou. Os nomes estão como foram copiados, com as grafias e as idades de quem os anotou primeiro — um nome, nesta história, quase nunca foi escrito duas vezes do mesmo jeito. Um nome saiu: Maiotta, Enrico, um bebê de meses, é Enrico Miotto, que sobreviveu e está na mesma lista entre os salvos.

205 destes 310 viajavam na terceira classe.

Tripulação 37

  • Ambrosio, Giovanni
  • Antonini, Luis
  • Azzeta, Daniel
  • Baldrachi, Luis
  • Balsamo, Aniello
  • Bonanno, Salvador
  • Buenaventura, Gennaro
  • Calamatti, Hugo
  • Calessi, Antonio
  • Castrucci, Luciano
  • Colla, Josefina
  • Delvigo, Giuseppe
  • Dimichini, Ubaldo
  • Elcarti, Francesco
  • Falcidione, Carlo
  • Figarelli, Camilo (Ship doctor)
  • Gardifiglia, Benito
  • Gioffi, Giuseppe
  • Guli, Simon (Captain)
  • Home, Ana
  • Luzzatti, Silvio
  • Macchio, Camilo
  • Montaiutti, Giovanni
  • Moresco, Francesco (OE)
  • Neabona, Vicente
  • Pezzearonna, Pietro
  • Puppo, Natalio
  • Relicatti, Juan
  • Reschia, Francisco
  • Scarabichi, Silvio (First Engineer)
  • Spalazi, Armando
  • Tochia, Juan
  • Tonnati, Enrico
  • Toppi, Francesco
  • Triano, Juan
  • Ubiamo, Guiseppe
  • Ussi, Alessandro

Primeira classe 32

  • Barboza, Leonor
  • Berand, Jorge
  • Bucherer-Heeb, Minnie (29) Swiss
  • Cherubini, Vincenzo (58) Argentine
  • Collentini, Velia (23) Italian
  • Daneri, Antonio (29) Italian
  • Diaz, Antonio (60) Argentine
  • Diaz, Flora (23) Argentine
  • Fernandez, Juan
  • Fontana, Eduardo (44) Uruguayan
  • Galtiero, Edward (47) American
  • Garovaglio, Francisco (70) Argentine
  • Hidalgo, Maria (uk) Spanish
  • Kappus, Ricardo (30) German
  • Mayol, Luis (uk) Spanish
  • Mazucchelli, Carlos (52) Italian
  • Mazucchelli, Maria (45) Italian
  • Mazucchelli, Rosa (26) Argentine
  • Meyer Barboza, Celina (26) Italian
  • Meyer Barboza, Jose (22) Italian
  • Micheli, Amilcare (50) Italian
  • Millan, Amalie (34) Argentine
  • Novillo de Quiroga, Evangelina (30) Argentine
  • Parma, Jose (43) Argentine
  • Polacco, Giorgio (24) Italian
  • Re, Antonio (uk)
  • Rodriguez Da Cunha, Vindilina (uk) Brazilian
  • Rodriguez Da Cunha, Virgilio (uk) Brazilian
  • Silverstein de Diaz, Marta (53) Argentine
  • Suore, Filippo
  • Suore, Luigi
  • von Luchen, Fritz (29) German

Segunda classe 36

  • Alfonsin, Jose (Spanish)
  • Alfonsin, Juan (Spanish)
  • Alviza, Guglielmo
  • Anfossi, Angel (11) Italian
  • Anfossi, Antonio (55) Italian
  • Bernardi, Anacleto (21) Argentine
  • Bersia, Jose (40) Italian
  • Colombatto, Cesar (64) Italian
  • Colombo, Carlos (17)
  • Colombo, Jose (33)
  • Crolio Vigna, Luciano
  • Crosio, Ottavia (Lovato?) (40)
  • Ebrico, Emilio (32)
  • Floridi, Domingo (39)
  • Galetti, Francisco (3)
  • Galetto, Maria
  • Grandjean, Edmond Leon (19) Swiss
  • Habib, Filipo (20) Italian
  • Manzini (?), Eugenia
  • Moino, Emilia
  • Murguia, Jose (65) Italian
  • Piccione, Vicente (35)
  • Pinelli, Enrique (60) Italian
  • Quatraroro, Emma (48) Italian
  • Rostagno, Giovanni (68) Italian
  • Schneider, Eugenio (26) German
  • Selio, Alicia (uk) Italian
  • Seppia, Secondina
  • Soncini, Ana (23) Argentine
  • Soncini, Angelita (27) Argentine
  • Soncini, Carlos (21) Argentine
  • Soncini, Enrique (57) Italian
  • Soncini, Ines (30) Argentine
  • Souza Ramos, Sebastian (37) Brazilian
  • Valiano Mastrocinque, Gennaro (35)
  • Wilhelm, Aloisa (25) Austrian

Terceira classe 205

  • Andorno, Silmo (22)
  • Antici, Juan (26)
  • Araguay, Juan (Span)
  • Astolfi, Amalia (49)
  • Baldessi, Leonida (65)
  • Baldessi, Lorenzo (59)
  • Bansola, Angel (42)
  • Barban, Maria (27)
  • Barbaresco, Hugo (23)
  • Bartolini, Antonio (37)
  • Bebic, Petara (22) Yugo
  • Beccerica, Maria (5)
  • Beccerica, Pascualina Carradori de (30)
  • Beccerica, Primo (1)
  • Berardo, Chiaferedo (24)
  • Bercovic, Rade (36) Yugo
  • Bermini, Maria (17)
  • Bevilacqua, Teodosia (53)
  • Bini, Amadeo (61)
  • Bonci, Humberto (44)
  • Bonci, Maria (41)
  • Bonci, Santo (70)
  • Borean, Olivo (47)
  • Borello, Pablo (46)
  • Botto, Vicente (27)
  • Bozin, Kristic (24) Yugo
  • Calcagno, Jose (54)
  • Campani, Manfredi (33)
  • Capitanio, Pietro (17)
  • Cappella, Angel (45)
  • Castagnera, Camilo (27)
  • Cecuso, Domingo (44)
  • Cellin, Angel (38)
  • Chiesa, Primo (16)
  • Chivilo, Alejandro (52)
  • Cobo, Estanislao (Span)
  • Colonna, Luis (19)
  • Colonna, Rafael (32)
  • Cometto, Cristobal (42)
  • Concoreggio, Ulderico (26)
  • Conti, Benjamin (26)
  • Corbo, Reporata (24)
  • Cortelli, Antonio (30)
  • Cristoferi, Antonio (19)
  • D'amico, Domenico (33)
  • Dantonio, Primiano (24)
  • De Battista, Francisco (45)
  • De Bon, Evaristo (22)
  • De Luca, Leonardo (22)
  • De Rossi, Adamo (60)
  • Di Lauro, Vincente (59)
  • Di Stefano, Pascual (51)
  • Diana, Juan (39)
  • DiCroce, Florideo (62)
  • Dinatale, Sabatino (23)
  • Disaverio, Juan (30)
  • DiVietri, Rafael (25)
  • Dotta, Carlos (49)
  • Evangelista, Nicolas (25)
  • Evangelista, Vito (15)
  • Falconi, Francisco (31)
  • Fallace, Antonio (17)
  • Fantino, Dalmazzo (29)
  • Farina, Jose (53)
  • Fassio, Maria (14)
  • Fassio, Maria (36)
  • Fiorucci, Julio (35)
  • Forgione, Antonio (uk)
  • Forgione, Rafael (52)
  • Frisi, Ernesto (17)
  • Fronti, Pedro (45)
  • Gambi, Bartolomeo (18)
  • Garba, Eugenio (33)
  • Garello, Guido (33)
  • Garrone, Gianbattista (44)
  • Gastaldi, Jose (17)
  • Gastaldi, Pedro (20) Arg
  • Genero, Guiseppina (26)
  • Genero, Maria (5)
  • Giordano, Celestino (23)
  • Giraud, Jose (36)
  • Giulio, Giacomo (27)
  • Gognini, Giobatta (32)
  • Gratta, Fortunato (uk)
  • Grilli, Mario (18)
  • Groppi, Teresa (19)
  • Guaglia, Antonio (23)
  • Guarnero, Giacomo (46)
  • Guggi, Pedro (26)
  • Josipovits, Stejan (24) Yugo
  • Jut, Pio (17)
  • La Rocca, Salvador (43)
  • Lanzi, Ester (9)
  • Lanzi, Ida (13)
  • Lanzi, Maria (11)
  • Lanzi, Serafin (55)
  • LeFosse, Maria (53)
  • Leonardi, Domenico (uk)
  • Lini, Mansueto (26)
  • Lipo, Miguel (17)
  • Lucchini, Fernando (19)
  • Lupo, Francisco (17)
  • Madrini, Silvio (22)
  • Marchetti, Julio (41)
  • Marchetti, Pascual (44)
  • Marengo, Carlo (25)
  • Margaria, Angela Lambert de (25)
  • Margaria, Chiafredo (36)
  • Margaria, Claudina (1)
  • Margaria, Giuseppe (5)
  • Margaria, Orestes (3)
  • Marra, Jacinto (55) Uru
  • Martelli, Camilo (22)
  • Martignoni, Carlos (39)
  • Martinoli, Estefano (36)
  • Meyerhofer, Robert (34) Swiss
  • Mezzabotta, Nazareno (23)
  • Miana, Juan (36)
  • Milanesi, Bartolome (26)
  • Milanesi, Biagio (26)
  • Munaretti, Guiditta (27)
  • Muñoz, Ismael (Span)
  • Nan, Jose (36)
  • Natale, Donato (18)
  • Naviga, Jose (36)
  • Nounovits, Stevan (31) Yugo
  • Olivier, Juan (45)
  • Ottovani, Juan (22)
  • Pagotto, Antonio (25)
  • Panavia, Battista (25)
  • Panetti, Juan (38)
  • Pasoti, Luis (59)
  • Pasqualini, Angela (30)
  • Pasqualini, Anibal (44)
  • Pasquarco, Zenon (27)
  • Pasucci, Juan (21)
  • Peiro, Manuel (Span)
  • Peiro, Ramon (Span)
  • Peric, Ivan (24) Yugo
  • Perrotti, Pierino (29)
  • Piazza, Amadeo (15) (Gervasio?)
  • Piazza, Juan (26) (Gervasio?)
  • Pignataro, Jose (uk)
  • Pizzol, Angel (28)
  • Pizzol, Luis (35)
  • Polo Rivera, Emilio (jnr) (Span)
  • Polo Rivera, Emilio (Span)
  • Polo Rivera, Evelina Miguel de (Span)
  • Polo Rivera, Presentacion (Span)
  • Redello Chionze, Carolina (8)
  • Redello Chionze, Josefa (35)
  • Regozzi, Jose (2)
  • Rochetti, Marina (17)
  • Rodoreda Cabot, Antonio (Span)
  • Rossadivita, Teresina (21)
  • Roveda, Jose (43)
  • Rudino, Juan (36)
  • Ruteri, Florindo (32)
  • Ruteri, Natalino (37)
  • Rutili, Adelina (23)
  • Salari, Domingo (32)
  • Sarco, Gennaro (39)
  • Sartumeu, Juan (Span)
  • Sava, Carlos (22)
  • Savietto, Hector (26)
  • Sbrolla, Armando (18)
  • Sbruzzolin, Nazareno (21)
  • Schiavi, Carlos (17)
  • Schiavi, Cesar (41)
  • Sicca, Agostino (23)
  • Sigotto, Hermenegildo
  • Sinopoli, Antonio (42)
  • Socca, Francesco (40)
  • Soferino, Humberto (31)
  • Spigno, Giobatta (20)
  • Stefani, Filomena (36)
  • Stefani, Linda (mths)
  • Struffaldi, Zito (43) It
  • Tabo, Carlota (62)
  • Tacchini, Felix (37)
  • Tappani, Alberto (22)
  • Tarcuinino, Marcelino (32)
  • Tartaglia, Epifanio (52)
  • Tofarelli, Violentina (22)
  • Tolombero, Battista (26)
  • Tondolo, Amelia (22)
  • Turfaro, Nicodemo (43)
  • Turrini, Pablo (48)
  • Tussi, Assunta (23)
  • Tussi, Gaspar (mths)
  • Vallerini, Juan (52)
  • Verdura, Maria (52)
  • Vettare, Emilia (54)
  • Villa, Magdalena (22) (Oddone?)
  • Villardell, Pedro (SPan)
  • Villosio, Bartolomeo (42)
  • Vincelli, Jose (28)
  • Vlasic, Franjo (36) Yugo
  • Wasa, Roknik (49) Yugo
  • Zardini, Pedro (33)
  • Zeni, Domenico
  • Zerias, Juan (17)
  • Zori, Dino (12)
  • Zori, Eugenio (42)
  • Zulema, Maria (19)

Se o nome de alguém da sua família está aqui, ou deveria estar, conte a história. Para procurar também entre os sobreviventes e a tripulação, use a busca de passageiros.

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Como sabemos

Esta página junta jornais de 1927 lidos na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional (Diário da Manhã, Recife; Diario Nacional, São Paulo; A Tribuna, Santos; O Malho, Rio de Janeiro); o relatório do comandante do Alhena; vinte depoimentos de sobreviventes reunidos por um site de pesquisa sobre o naufrágio, que não indica o jornal, a data e a página de cada um; a carta de Georges Grenade; o livro Il Principessa Mafalda, de Stefan Ineichen (2023); e a placa do Galata Museo del Mare. Onde as fontes divergem, a página diz que divergem.

Os jornais de 1927 na galeria